Gotas Vermelhas

Gotas vermelhas de tristeza
Olhos tão doces, amargos ficaram
No que se concentrar?
As unhas quebradas, manchadas
Revelam mistério em vão
E o olhar cansado, desgastado
Fatigado, torturado.
Tontura na parte de traz da imagem
Vertigem imortal, tremulas mãos
Frieza e calor
Não quer mais perguntas, fome ou luta
Só quer ali deitar
O chão dos pregos
Lugar para ratos! não pode ficar aqui!
E o levantar revela olhos tão inchados
Agora nem mais o alivio desistencial
Não faz parte, de nada é parte
É só um cuspe do universo
Não quer comprimidos, agulhas nem goles
O efeito é pior realmente.
O fogo ao seu lado
Vidro de acetona, sem perceber
Mas indiferentemente sem ligar
A explosão não acontece
como o fato sem ansiedade
Um doce corte ali.

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